Incontinência urinária é comum nos idosos

A incontinência urinária nos idosos ocorre quando há perda de controle da bexiga, variando de pequenas perdas de urina ao fazer algum tipo de exercício ou até mesmo espirrar, até a total incapacidade de controlar a bexiga.

Várias condições contribuem para o desenvolvimento da incontinência urinária nos idosos. “O enfraquecimento da musculatura perineal, medicamentos diuréticos, infeções urinárias, tumores, assim como, doenças que causam alterações neurológicas como Alzheimer, diabetes e acidente vascular cerebral”, explica o geriatra Diogo Kallas.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia, existem três tipos de incontinência urinária. São eles:

·         De esforço: quando há perda de urina ao tossir, rir, fazer exercício, etc.

·         De urgência: ocorre quando há súbita vontade de urinar e a pessoa não consegue chegar a tempo ao banheiro.

·         Mista: associação dos dois tipos anteriores.

Quando a doença já é uma realidade, é necessário procurar ajuda de um profissional e começar o tratamento. “Os tratamentos envolvem terapias, como reforço muscular, ‘treinamento da bexiga’, medicamentos e em alguns casos, cirurgia”, explica o Dr. Diogo.

A incontinência urinária nos idosos, pode fazer com que eles fiquem envergonhados e por isso, muitas vezes, seja subdiagnosticada e subtratada. “Os idosos com incontinência podem sofrer sérios problemas físicos, psíquicos e sociais.  A falta de controle do próprio corpo faz com que eles se isolem e se sintam constrangidos e com medo de ter algum imprevisto em público, deixando de fazer suas atividades comuns, dessa forma, impactando sua qualidade de vida”, aponta o geriatra.

E o melhor caminho para prevenir a doença é cuidar dos fatores de risco, controlando o peso, fortalecendo a musculatura da pelve, além do controle da diabetes, do consumo de bebidas alcoólicas, do cigarro, de bebidas ricas em açúcar e cafeína e de alimentos que provoquem efeito diurético.

A incontinência urinária é uma doença comum entre os idosos, mas não é normal. Ela pode ser tratada com a ajuda e auxílio de um geriatra.

Fonte: Kompleta Comunicação

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