Conheça Deborah Colker– coreógrafa renomada que apresentará ROTA, em Uberlândia

A coreógrafa, cujo espetáculo ROTA virá este mês a  Uberlândia, foi a idealizadora da coreografia da apresentação cultural da Copa do Mundo 2006, na Alemanha, e da criação do espetáculo Ovo, do Cirque de Soleil

A inquietação e o gosto pela diversidade não se tornaram uma marca do trabalho Deborah Colker por acaso. Criada entre a solidão do estudo do piano clássico e a prática de um esporte coletivo, o voleibol, a coreógrafa carioca iniciou-se na dança contemporânea como bailarina do Coringa, da uruguaia Graciela Figueiroa, grupo que marcou época no Rio de Janeiro dos anos 1980. Em 1984, a convite de Dina Sfat, atriz de contornos mitológicos na cena teatral brasileira, deu início àquela que seria a principal vertente de sua carreira nos dez anos subsequentes: diretora de movimento.

Antes ou depois de fundar, em 1994, a companhia que leva seu nome, Deborah Colker, imprimiu sua marca ainda em territórios distintos como o videoclipe, a moda, o cinema, o circo e o showbiz. Inscreveu seu nome, também, na história do maior espetáculo de massa do planeta: o desfile das Escolas de Samba do Rio de Janeiro, símbolo maior do carnaval carioca, com o qual contribuiu repetidas vezes assinando a coreografia de comissões de frente de grandes agremiações, a exemplo da Mangueira, da Unidos do Viradouro e, mais recentemente, da Imperatriz Leopoldinense.

Largamente reconhecida pela crítica internacional, a excelência de seu trabalho como coreógrafa foi honrada em 2001 com o Laurence Olivier Award na categoria “Oustanding Achievement in Dance” (realização mais notável em dança). Cinco anos mais tarde, motivava o convite da FIFA para dar vida ao único espetáculo de dança a figurar na grade de atividades culturais da Copa do Mundo 2006, na Alemanha: Maracanã – incorporado mais tarde ao repertório da Cia Deborah Colker sob o título de Dínamo.

Em 2009, assinava a criação do novo espetáculo do Cirque de Soleil – Ovo, uma viagem lúdica pelo mundo dos insetos. Uma das maiores honras, ser Diretora de Movimento das Olimpíadas do Rio 2016 mostrando um espetáculo visual representativo da energia do povo brasileiro. Espetáculo este que também incluía elementos icônicos de trabalhos dela como coreógrafa.

O dom incomum de extrair de cada corpo seu canal de expressão mais pleno e transformá-lo em um instrumento potente e singular de comunicação, em qualquer dessas linguagens, fez de Deborah Colker um personagem ao mesmo tempo múltiplo e único no panorama contemporâneo das artes cênicas.

ROTA

Deborah Colker volta à cidade mineira com ROTA, um dos espetáculos mais emblemáticos da companhia de dança. O grupo se apresenta no Teatro Municipal de Uberlândia, no dia 20 de março, às 20h30 e no dia 21 de março, às 19h30.

As infinitas possibilidades de exploração de caminhos pela dança contemporânea e a presença em cena do maior símbolo da invenção humana dão vida e movimento a Rota.

Terceira coreografia original e quarto espetáculo apresentado pela companhia carioca, Rota descreve seu giro e seu curso em torno dos grandes eixos de sustentação do trabalho da coreógrafa Deborah Colker: a utilização do gesto, síntese do movimento, como um poderoso elemento de expressão cênica; a apropriação de movimentos oriundos de outras práticas do corpo; e as reflexões sobre as forças que regem o movimento, gênese da dança. Incursiona também pelo balé clássico, passeia pelo jazz, e promove, em dois atos e seis movimentos, uma ocupação radical do espaço cênico.

Divido em dois atos, o primeiro com quatro movimentos foram nomeados como uma partitura musical. Allegro, Ostinato, Vigoroso e Presto. Os quatro movimentos vêm do vocabulário do balé clássico, brincando com gestos do cotidiano e movimentos de chão, imprimindo força, leveza, humor, velocidade e dinâmica. Este ato é inspirado nos adolescentes, em suas histórias, trapalhadas, graça e beleza.

Já no segundo ato são apenas dois movimentos intitulados como gravidade e roda. Gravidade surgiu da atmosfera que envolve os astronautas, do deslocamento dentro de uma nave, da ausência de gravidade. As várias possibilidades de caminhar em suspensão. Uma nova densidade, um novo estado. Já a roda é inspirada nos parques de diversões, na rotação da Terra. Todos os movimentos, dentro e fora da roda, buscam a ideia da circularidade, fluxo circular contínuo e simples.

Serviço:

ROTA

Data: 20 e 21 de março

Horário: 20 de março, às 20h30 e no dia 21, às 19h30

Local: Teatro Municipal de Uberlândia

Ingressos: no site www.megabilheteria.com e pelo whatsapp (34) 9 9866-1727, com entrega à domicílio. E nos pontos de venda: loja Provanza, do Pátio Vinhedos, e o Café Canastra, na Afonso Pena, 58 (Palacete Naghetini), com estacionamento conveniado ao lado.

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